Questão 1
O que é adjunto adnominal?
A) Termo que indica circunstâncias de tempo, de lugar, de modo ou de intensidade em relação a verbos, a adjetivos ou a advérbios.
B) Termo que completa o sentido de um nome, geralmente ligado a ele por preposição.
C) Termo que completa o sentido de um verbo transitivo.
D) Termo que acompanha e que modifica um substantivo, atribuindo-lhe uma característica, uma determinação ou uma especificação.
E) Termo que atribui uma característica ao sujeito da oração por meio de um verbo de ligação.
Questão 2
Leia esta oração:
“Meu sobrinho sorridente chegou cansado do parquinho.”
Considere as seguintes partes:
I. O pronome possessivo “meu”.
II. O substantivo “sobrinho”.
III. O adjetivo “sorridente”.
IV. O adjetivo “cansado”.
V. O substantivo “parquinho”.
Assinale a alternativa que indica corretamente aquelas que funcionam como adjunto adnominal na oração.
A) I e III.
B) II e IV.
C) I, III e IV.
D) II, III e IV.
E) I, III e V.
Questão 3
Que classes gramaticais podem exercer função de adjunto adnominal em uma oração?
A) Apenas verbos e advérbios.
B) Apenas substantivos e interjeições.
C) Adjetivos, verbos e pronomes pessoais.
D) Advérbios, artigos, pronomes pessoais e números ordinais.
E) Adjetivos e locuções adjetivas, artigos, numerais adjetivos e pronomes adjetivos.
Questão 4
Leia a oração a seguir:
“Os alunos tinham orgulho da escola e estavam felizes ontem.”
Considere as colunas a seguir e assinale a alternativa que classifica corretamente os termos da oração apresentados nela:
|
i. Adjunto adnominal |
a. Os |
|
ii. Adjunto adverbial |
b. da escola |
|
iii. Complemento nominal |
c. felizes |
|
iv. Predicativo do sujeito |
d. ontem |
A) i–a; ii–d; iii–b; iv–c.
B) i–b; ii–a; iii–d; iv–c.
C) i–a; ii–b; iii–c; iv–d.
D) i–c; ii–d; iii–a; iv–b.
E) i–d; ii–c; iii–b; iv–a.
Questão 5
(Cespe/Cebraspe)
À primeira vista, a palavra pode sugerir névoa, neblina, um véu de água se espalhando pela paisagem. Mas, à medida que os pesquisadores se debruçam sobre documentos como cartas de sesmarias e livros antigos e escutam a tradição oral, mais descobrem sobre o verdadeiro significado do nome das cidades, dos povoados e dos acidentes geográficos de Minas Gerais. Quer dois exemplos? Os distritos coloniais de Brumal, em Santa Bárbara, e Cachoeira do Brumado, em Mariana, ganharam essa denominação não pela bruma à qual remetem, e sim pela broma, que em castelhano quer dizer enrolar, passar para trás. Nascidas no século XVIII e criadas na efervescência da mineração, as localidades teriam sido palco de perdas e enganos na disputa pelo ouro, pois as lavras não eram tão ricas como supunham os colonizadores. Bem a propósito, Cachoeira do Brumado, em seus primórdios, quando o território nem se chamava ainda Capitania de Minas, era conhecida como Bromado.
Os nomes das cidades apaixonam os pesquisadores e rendem profundos estudos acadêmicos. “Afinal, eles têm grande importância para os moradores, sua história, origem e identidade”, diz a professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Maria Cândida Trindade Costa de Seabra. Coordenadora do Grupo Mineiro de Estudos do Léxico, que trata a palavra no contexto sociocultural e pesquisa neologismos, topônimos (nome próprio de um lugar), antropônimos (nomes de pessoas) e outros, Maria Cândida e sua equipe montaram três bancos de dados, um deles com 85 mil nomes de lugares, entre eles cidades, povoados, fazendas, rios, córregos e morros do estado listados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Do total pesquisado, a equipe verificou que há 8,4 mil topônimos de origem indígena, como Buriti e Pindaíba; 1,3 mil de origem africana, caso de Caxambu, no sul de Minas Gerais; 2,8 mil híbridos ou decorrentes da mistura de português com indígena (Buriti Grande); de origem indígena com africano (Capão do Cachimbo) e de africano com português (Quilombo Baixo), além de 1,2 mil não classificados, como Manjonge. Os dados alimentam, desde 2005, o Projeto ATEMIG — Atlas Toponímico do Estado de Minas Gerais, desdobramento do Atlas Toponímico do Brasil desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP). Os outros dois bancos de dados contêm informações e mapas antigos do Centro de Cartografia Histórica da UFMG e relatos orais colhidos em atividades de campo.
Internet: <www.em.com.br> (com adaptações).
Julgue o item a seguir, relativos às propriedades linguísticas do texto 1A1-I.
No trecho “Os nomes das cidades apaixonam os pesquisadores e rendem profundos estudos acadêmicos” (início do segundo parágrafo), o substantivo “estudos” é qualificado pelos adjetivos “profundos” e “acadêmicos”, que exercem, na oração, a função sintática de adjunto adnominal.
( ) Certo
( ) Errado
Questão 6
(Igeduc) Na frase "A criança brincava alegremente no parque", a palavra "alegremente" é um exemplo de adjunto adnominal.
( ) Certo
( ) Errado
Questão 7
(Igeduc) Na frase "Ela sempre foi uma mulher de muita coragem", a expressão "de muita coragem" funciona como adjunto adnominal.
( ) Certo
( ) Errado
Questão 8
(Fundatec)
Ninguém mais elege o “pra sempre” como meta
Por Martha Medeiros
Nunca imaginei que um dia subiria ao palco do Theatro São Pedro, mas aconteceu – é a literatura cumprindo a promessa de me levar aonde nunca estive. Mesmo não sendo atriz, “contracenei” com o psicanalista Christian Dunker durante a gravação comemorativa dos 20 anos do programa Café Filosófico, onde debatemos, diante de numerosa plateia, um tema que a todos interessa: o amor.
Durante a nossa troca de reflexões, condenei a antiga cultura dos contos de fada, que apresentava o amor como salvação da vida de son...as princesas. Uma vez despertadas por um beijo, elas se acomodavam a um enigmático “pra sempre” que antecipava o ponto final de suas histórias, como se, a partir dali, nada de mais interessante pudesse acontecer. Este romantismo nunca foi aliado do amor: colocou na cabeça das mulheres que, se elas não cumprissem a missão de formar um par, de pouco valeriam.
Hoje, personagens guerreiras e ativistas substituíram as princesas como modelos de heroínas, e ninguém mais elege o “pra sempre” como meta – o que tem que durar é o entusiasmo em realizar os próprios desejos, que mudam com o tempo. Não é o fim do amor, e sim um recomeço menos idealizado. O amor sem o dramalhão incluído. O amor como recompensa por diminuirmos a ansiedade e buscarmos autoconhecimento e autoestima, que é o que faz o amor se aproximar. Sem rufar de tambores.
A meu ver, a melhor frase da noite não foi minha nem de Dunker, mas a do publicitário e poeta Marcelo Pires, que durante uma pergunta dirigida a nós sobre a razão deste sentimento ser tão superlativo, conjecturou: “Às vezes, parece que o amor atrapalha o amar”. Exato. Se nossa solidão tivesse o mesmo prestígio que namoros e casamentos, não cederíamos à cobrança de “ter que” amar alguém, as relações seriam mais espontâneas.
Se o amor romântico descesse do pedestal em que foi colocado e circulasse no meio da multidão, não seria tão divinizado. O amor ainda é visto como coisa de Deus e o sexo como coisa do Diabo. Só que é do sexo o encargo de manter a continuidade da espécie, então o amor tornou-se um álibi providencial para que o processo pareça sublime, em vez de obsceno. O amor como elevação dos hábitos mundanos.
Bonito, mas prefiro o amor rés do chão, mais maduro e livre. A simples alegria de estar junto, a dispensa do grude, a paciência com as diferenças do outro, planos imediatos em vez de aposta na eternidade, o apoio necessário, a amizade erótica prevalecendo sobre os desatinos. Algum sofrimento surge, mas os momentos difíceis não precisam ser glorificados como sacrifícios inerentes ao amor. Zero tolerância para a violência, bom humor, mesa farta e, se for imprescindível alguma coisa grandiosa que inspire um poema épico, que seja o rótulo do vinho.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale o número do termo (inserido imediatamente depois dele) que tem a função sintática de adjunto adnominal no trecho a seguir:
“Se o amor romântico (1) descesse do pedestal (2) em que foi colocado e circulasse no meio da multidão (3), não (4) seria tão divinizado (5)”.
A) 1.
B) 2.
C) 3.
D) 4.
E) 5.
Questão 9
(Fundatec) Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
De olho na geração alfa
Por Viviane Martins

(Disponível em: https://exame.com/colunistas/viviane-martins/de-olho-na-geracao-alfa-que-logo-chega-aomercado-de-trabalho/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica o número do termo sublinhado (inserido imediatamente depois dele) que NÃO tem a função sintática de adjunto adnominal.
“O (1) convívio inédito (2) de cinco gerações (3) poderá ser uma alavanca (4) de crescimento (5) acelerado”
A) 1.
B) 2.
C) 3.
D) 4.
E) 5.
Questão 10
(Fundatec)

(Disponível em: biblioo.info/as-bibliotecas-e-suas-diversas-funcoes/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta o número do termo sublinhado (inserido imediatamente depois dele) que tem função sintática de adjunto adnominal no trecho a seguir:
“Com o passar do tempo (1), as bibliotecas (2) receberam novas e amplas (3) demandas, o que naturalmente acarretou (e acarreta) novas funções (4) aos bibliotecários (5)”.
A) 1.
B) 2.
C) 3.
D) 4.
E) 5.
Questão 11
(FGV) Assinale a frase em que o termo sublinhado é um complemento e não um adjunto.
A) A descoberta de um prato novo é mais útil ao gênero humano do que o descobrimento de uma estrela.
B) A saúde de todo o corpo provém da oficina do estômago.
C) Só bebo para fazer show e andar de avião.
D) Caminhar é o melhor remédio do homem.
E) Não é raro ver-se, nas grandes crises da vida, os órgãos humanos adquirirem uma sensibilidade desconhecida.
Questão 12
(Instituto Access) Leia atentamente o texto a seguir para responder a questão.
Atividade humana coloca sistemas de suporte à vida na Terra em risco, diz estudo


(Riham Alkousaa, David Stanway. https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/09/atividade-humana-coloca-sistemas-de-suporte-a-vida-na-terra-em-risco-diz-estudo.shtml. set.2023)
Dos nove limites avaliados, apenas a acidificação dos oceanos (1), a destruição da camada (2) de ozônio (3) e a poluição atmosférica – principalmente com partículas semelhantes à fuligem – foram consideradas ainda dentro de limites seguros. (L.41-45)
Os termos destacados como 1, 2 e 3 no período acima exercem, respectivamente, função sintática de
A) complemento nominal, complemento nominal e adjunto adnominal.
B) complemento nominal, adjunto adnominal e adjunto adnominal.
C) adjunto adnominal, complemento nominal e complemento nominal.
D) adjunto adnominal, adjunto adnominal e complemento nominal.
Resposta Questão 1
Alternativa D.
A alternativa A está errada, pois define o adjunto adverbial.
A alternativa B está errada, pois define o complemento nominal.
A alternativa C está errada, pois define o complemento verbal (objeto direto e objeto indireto).
A alternativa D está correta, pois o adjunto adnominal é um termo acessório que modifica um substantivo, especificando-o ou qualificando-o.
A alternativa E está errada, pois define o predicativo do sujeito.
Resposta Questão 2
Alternativa A.
I. O pronome “meu” exerce função de adjunto adnominal, pois acompanha e modifica o substantivo “sobrinho”.
II. O substantivo “sobrinho” é o núcleo do sujeito da oração.
III. O adjetivo “sorridente” exerce função de adjunto adnominal, pois acompanha e qualifica o substantivo “sobrinho”.
IV. O adjetivo “cansado” é predicativo do sujeito, pois atribui uma característica ao sujeito “Meu sobrinho” após o verbo “chegar”.
V. O substantivo “parquinho” é o núcleo da expressão “do parquinho”, que se liga ao verbo “chegar” e exerce função de adjunto adverbial.
Resposta Questão 3
Alternativa E.
A alternativa A está errada, pois, em geral, não são verbos e advérbios que exercem função de adjunto adnominal.
A alternativa B está errada, pois, em geral, substantivos e interjeições não formam, por si, o conjunto de classes que tipicamente exerce função de adjunto adnominal.
A alternativa C está errada, pois verbos e pronomes pessoais não são classes que tipicamente formam adjunto adnominal.
A alternativa D está errada, pois advérbios e pronomes pessoais não costumam exercer função de adjunto adnominal. Além disso, não são apenas números ordinais que podem desempenhar essa função.
A alternativa E está correta, pois essas são as classes gramaticais tipicamente apontadas como capazes de exercer função de adjunto adnominal.
Resposta Questão 4
Alternativa A.
O artigo “Os” funciona como adjunto adnominal.
A expressão “da escola” exerce função de complemento nominal do substantivo “orgulho”.
O adjetivo “felizes” é o predicativo do sujeito “alunos”.
O advérbio “ontem” exerce função de adjunto adverbial.
Resposta Questão 5
Certo.
Como ambos os adjetivos acompanham o substantivo que qualificam (“estudos”), eles exercem função de adjunto adnominal.
Resposta Questão 6
Errado.
O advérbio “alegremente” modifica o verbo “brincar”, sendo um adjunto adverbial.
Resposta Questão 7
Certo.
A expressão “de muita coragem” é uma locução adjetiva que acompanha e qualifica o substantivo “mulher”, tendo função de adjunto adnominal.
Resposta Questão 8
Alternativa A.
A alternativa A está correta, pois o adjetivo “romântico” acompanha e qualifica o substantivo “amor”, exercendo função de adjunto adnominal.
A alternativa B está errada, pois “do pedestal” acompanha e modifica o verbo “descer”, sendo um adjunto adverbial.
A alternativa C está errada, pois “no meio da multidão” acompanha e modifica o verbo “circular”, sendo um adjunto adverbial.
A alternativa D está errada, pois o advérbio “não” modifica o verbo “ser”, sendo um adjunto adverbial.
A alternativa E está errada, pois “tão divinizado” qualifica o sujeito “amor”, sendo um predicativo do sujeito da oração.
Resposta Questão 9
Alternativa D.
A alternativa A está errada, pois o artigo “O” exerce função de adjunto adnominal, acompanhando o substantivo “convívio”.
A alternativa B está errada, pois o adjetivo “inédito” exerce função de adjunto adnominal, acompanhando o substantivo “convívio”.
A alternativa C está errada, pois a locução adjetiva “de cinco gerações” exerce função de adjunto adnominal, acompanhando o substantivo “convívio”.
A alternativa D está correta, pois “alavanca é um substantivo”, sendo o núcleo do objeto da oração.
A alternativa E está errada, pois a locução adjetiva “de crescimento” exerce função de adjunto adnominal, acompanhando o substantivo “alavanca”.
Resposta Questão 10
Alternativa C.
A alternativa A está errada, pois “Com o passar do tempo.” funciona como adjunto adverbial, modificando o verbo “receber”.
A alternativa B está errada, pois “as bibliotecas” é o sujeito da oração.
A alternativa C está correta, pois “novas e amplas” acompanha e modifica o substantivo “demandas”, sendo adjunto adnominal.
A alternativa D está errada, pois “novas funções” é um dos complementos do verbo “acarretar”, sendo um objeto direto.
A alternativa E está errada, pois “aos bibliotecários” é um dos complementos do verbo “acarretar”, sendo um objeto indireto.
Resposta Questão 11
Alternativa A.
A alternativa A está correta, pois “de um prato novo” complementa o sentido do substantivo abstrato “descoberta”, sendo um complemento nominal.
A alternativa B está errada, pois “do estômago” acompanha e modifica o sentido de “oficina”, sendo um adjunto adnominal.
A alternativa C está errada, pois “de avião” modifica o sentido do verbo “andar”, sendo um adjunto adverbial.
A alternativa D está errada, pois “do homem” especifica de quem é o remédio, sendo um adjunto adnominal.
A alternativa E está errada, pois “da vida” especifica quais crises (em vez de complementar o sentido da palavra “crise”), sendo um adjunto adnominal.
Resposta Questão 12
Alternativa A.
(1) “dos oceanos” é complemento nominal, pois completa o sentido do substantivo abstrato “acidificação”, indicando o alvo ou o objeto desse processo.
(2) “da camada” é complemento nominal, pois completa o sentido do substantivo abstrato “destruição”, indicando aquilo que é destruído.
(3) “de ozônio” é adjunto adnominal, pois caracteriza o substantivo “camada”, especificando que tipo de camada está sendo mencionada.